
Vai o olhar do Barqueiro
Nos bordados tortuosos da saia da Bailarina,
que se alternam em cores celestes,
e esmerados veios em vermelho sangue,
recortam a face nua do algoão levíssimo .

Quase como um mover de asas,
carregam os pensamentos
Que já não medem o que vêem
como se perdessem algo
quando não compreendem.

Apenas segue a corrente que flui nos intermináveis fios
Como quem lêsse nas mãos o vão destino,
As linhas que se desenham
Em irreal harmonia, que os Anjos concebem
Noite, dia. Noite, dia
Ora se fecha, ora se abre
Evoluindo o ritmo, um frenético passo,
se segue a um gesto lento.
E já não serão contrários, mas eternos peregrinos
O Barqueiro, e a Bailarina
O coração humano solitário
buscará a alma companheira
Nenhum comentário:
Postar um comentário