
Se nunca abandonamos nosso pequeno jardim
Sem coragem de mirar a mata obscura,
a amplidão do mar, a montanha enevoada...
Ou se apenas em apressadas margens viajamos
O olhar pousado só no perto
Distraída a atenção das marcas

As pegadas desenhadas no universo
Serão oráculos que se tornam armadilhas
E aprisionam o animal que nos habita
Se um dia, cumprindo o seu destino de fera
Assalta-nos projetando-se no mundo
Desperdiça o seu sangue em agressões inúteis

Nunca saberemos ser sua força: Libertadora
Evitando que em fantoches sejamos transformadas
Títeres nas mãos vorazes de alheios caprichos
Então, se a fera inquieta ainda nos segue... com a sua dourada energia
desejosa de tocar o espaço humano
Um coração atencioso, sua alma animal acaricia.
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